Parlamento:
Horas de discussão para nenhuma conclusão
De um lado a oposição, a pedir responsabilidades políticas, do outro o governo a dizer que pela primeira vez se fez um inquérito a um acidente com infra-estruturas. No meio, entre outras obras, a queda da ponte na Boa Vista, em Setembro do ano passado. Durante três horas, na Assembleia Nacional, debateu-se a interpelação que o MpD levou ao Parlamento para esclarecer questões e dúvidas relacionadas com a gestão de projectos de infraestruturas no país. No final, foram poucas as respostas esclarecedoras.
“Nada de novo”, resumia o deputado eleito pela Boa Vista, José Luís Santos, ao Expresso das Ilhas, no final da interpelação feita pelo MpD ao governo. Em cima da mesa, o relatório governamental sobre a queda da ponte da Ribeira D’Água, no dia 26 de Setembro do ano passado, que apontou responsabilidades para várias empresas, entre a construtora portuguesa MSF, e o próprio Governo.
“Nada de novo”, resumia o deputado eleito pela Boa Vista, José Luís Santos, ao Expresso das Ilhas, no final da interpelação feita pelo MpD ao governo. Em cima da mesa, o relatório governamental sobre a queda da ponte da Ribeira D’Água, no dia 26 de Setembro do ano passado, que apontou responsabilidades para várias empresas, entre a construtora portuguesa MSF, e o próprio Governo.
“O relatório comprovou o que já tínhamos dito desde 3 de Outubro”, afirmou Santos, “a ponte caiu por causa de um conjunto de irregularidades cometidas na feitura da obra, uma obra sem concurso e feita na base de um esboço de projecto, imagine, uma obra daquela dimensão, uma ponte importantíssima onde passavam todos os carros da Boa Vista. Aquela ponte foi feita para cair e caiu efectivamente”.
Já na abertura do debate, o deputado Jorge Santos, também do MpD, também tinha apontado o dedo ao executivo liderado por José Maria Neves, que não esteve presente na Assembleia Nacional, ao dizer que “o relatório do inquérito sobre as causas e responsáveis deste grave incidente, vêm provar e ilustrar a incompetência e a irresponsabilidade deste Governo, na gestão de infraestruturas a nível nacional, durante a sua governação”.
O parlamentar democrata disse ainda que a gestão das infraestruturas pelo governo caracteriza-se pelo incumprimento do Regime Jurídico das Empreitadas de Obras Públicas.
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